Recomendações

(18)
Murilo Wya Almeida, Estudante
Murilo Wya Almeida
Comentário · há 4 anos
Dr. Fátima,

Suas considerações são de inestimável valor para o debate aqui iniciado. Agradeço pela contribuição significativa de suas palavras ao meu aprendizado, ainda que tais informações não sejam nenhuma novidade para mim.

Ocorre que sou adepto da Teoria das Janelas Quebradas (ou partidas). Segue abaixo uma pequena descrição acerca da mesma:

"A teoria das janelas quebradas ou"broken windows theory"é um modelo norte-americano de política de segurança pública no enfrentamento e combate ao crime, tendo como visão fundamental a desordem como fator de elevação dos índices da criminalidade. Nesse sentido, apregoa tal teoria que, se não forem reprimidos, os pequenos delitos ou contravenções conduzem, inevitavelmente, a condutas criminosas mais graves, em vista do descaso estatal em punir os responsáveis pelos crimes menos graves. Torna-se necessária, então, a efetiva atuação estatal no combate à criminalidade, seja ela a microcriminalidade ou a macrocriminalidade."

Penso que a incidência do Princípio da Insignificância deva ser usado com cautela, avaliado o caso em concreto, como ressaltado por vossa excelência em seu último comentário. É bem verdade que no caso da zeladora não há critérios suficientes para que a mesma responda pelo crime de furto.

Entretanto, a ação merece sim reprovação por parte da sociedade, sobretudo quando considerada a teoria das janelas quebradas. É sabido por todos que a certeza da impunidade é que alimenta a reincidência de muitos criminosos, de modo que os atos tornem-se cada vez mais danosos à coletividade.

Portanto, meu comentário foi mais no sentido da reprovação do ato praticado que do caso em concreto e aqui debatido, vez que não se tem notícia de anteriores furtos praticados pela zeladora. Pouco me importa se o bombom era de um delegado ou de um carcereiro; penso que passar a "mão na cabeça" do criminoso pela simples insignificância de seu crime possa gerar consequências negativas se feito de maneira abstrata e sem critérios que definam a periculosidade do mesmo para a sociedade, bem como seu histórico e a sua personalidade.
S
Silva Silva
Comentário · há 4 anos
A política atual de cotas NÃO me representa.

Voto pelo não, mas o "sistema" me fez engolir suas escolhas, pagando pelo erro que terceiros cometeram, desde que o Brasil é Brasil.

Colocando em xeque todo o nosso sistema representativo, pergunto: a política atual de cotas (raciais) representa vocês? Quantos aqui concordam de fato com isso? Nem mesmo os "beneficiados" se mostram totalmente satisfeitos com ela!

Penso nos negros que descendem de pessoas que nunca saíram da África em navios negreiros. Será que eles estão, hoje, em um dos lugares mais pobres do planeta, em situação melhor do que os negros descendentes de escravos que aqui nasceram?

Quem teve mais chances com o fim da escravidão no mundo (e lá se foram séculos)? Negros na África ou negros na América? Negros na África ou na Europa?

Será que aqui é tão ruim, assim? Ora, será que seria melhor na região da (onde hoje é) Tanzânia, do Haiti... Existem nativos por lá que até hoje vivem numa época que se assemelha ao período neolítico (!)...

A escravidão foi algo horrível, tanto quanto o holocausto. Uma vergonha que a humanidade carregará para sempre (inclusive os negros que vendiam a si mesmos). Mas a questão não deveria girar em torno dessa "compensação histórica" que se argumenta pelos defensores das cotas raciais.

Na minha opinião, finda a escravidão, os negros tiveram muito mais chances fora da África do que se tivessem permanecido nela. Por aqui um negro pode trabalhar assistido por direitos trabalhistas que funcionam melhor do que "lá". Pode financiar uma casa com subsídio estatal, pode ser assistido por um sistema público de saúde, pode financiar um carro, estudar os filhos com ensino gratuito... E na África, ele poderia fazer tudo isso?

Mais uma vez, friso: a escravidão foi algo vil na história da humanidade - tanto a escravização de brancos quanto a de negros. No entanto, até mesmo ela teve o seu lado bom, pois deu a chance a muitos de nascerem num local com melhores condições para abandonar a zona de extrema pobreza.

A escravidão deveria ser motivo de orgulho, pois um povo que sobreviveu a isso é, com certeza, um povo forte. Muito me espanta, no entanto, que tantos negros apelem para as muletas, aceitando entrar pela porta dos fundos em universidades e cargos públicos, APENAS PORQUE SÃO NEGROS, apenas porque sua pelé é marrom!

Senhoras e senhores, vivenciamos um grande absurdo, dentre tantos outros que já tivemos de enfrentar nesse tão ineficientemente gerido país.

Sinceramente, esperava mais da comunidade negra. Quando ouvi pela primeira vez sobre o sistema de cotas RACIAIS, imaginei: "eles vão bater no peito e não vão aceitar essa afronta...". Pois muitos aceitaram, ou pelo menos o sistema nos fez crer que a opinião favorável seria a da maioria.

Sendo assim, pergunto mais uma vez: a política de cotas (raciais) representa vocês? Representa quantos, aqui? E no Brasil? Qual seria o percentual efetivo de cidadãos de fato favoráveis nesta suposta democracia brasileira?

O sistema a mim não representa.
Novo no Jusbrasil?
Ative gratuitamente seu perfil e junte-se a pessoas que querem entender seus direitos e deveres

ANÚNCIO PATROCINADO

Outros perfis como Val

Carregando

Val Rios

Entrar em contato